“Roma”, de Alfonso Cuarón

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Quero começar já com um “disclaimer”: sou fã de Alfonso Cuarón. Tanto que, oportunamente, farei um post só de filmes dele…

Dito isso, vamos ao vencedor do Oscar 2019 por melhor filme estrangeiro…

“Roma” mereceu o Oscar? Se for na linha de comparar com os seus “concorrentes”, não consigo dizer, pois não assisti aos outros filmes. Certamente o farei, e então poderei comentar sob esta ótica.

O que faz um filme ser merecedor de um Oscar? Acredito que, há muitos anos, isso já tenha sido mais importante ou relevante. Existem muitos filmes que ganham o Oscar que não são tão bons. “Shakespeare Apaixonado” é um exemplo, nem tão recente, mas marcante (aguardem um post sobre filmes injustiçados pelo Oscar!).

Bom, sem querer fugir do tema, penso que seja todo o conjunto da obra: elenco, roteiro, impacto, mensagem, fotografia, direção. Nem sempre um filme ganha o prêmio de melhor direção e melhor filme. Enfim, talvez porque a direção seja um dos componentes… ainda que essencial. Neste quesito, “Roma” é, sim, merecedor de aplausos. Alfonso Cuarón dirige com mão de mestre um filme autoral, com teor diferente do que temos visto ultimamente nas telas (cinema, streaming, o que queiram). Ponto para a Academia! Mas, será que, mesmo sendo lindamente dirigido e com um roteiro original interessante, mereceu essa premiação de melhor filme estrangeiro (venhamos e convenhamos, uma divisão bem antiquada da Academia, que deveria acabar)?

Bom… confesso que minha tendência é para o “não”. Não é sempre que fico “em cima do muro” com relação a um filme, sem saber dizer ao certo se amei ou só gostei. Porque detestar, eu sei que não detestei. Impossível não gostar de um filme com a fotografia de “Roma”, a história cativante e bonita. Por outro lado, é possível, sim, não amar “Roma”. Houve momentos entediantes, em que tive vontade de dormir, mesclados a alguns outros tensos e emocionantes. Depois da metade, até ficou mais interessante, pois me perguntava: “e agora? o que vai acontecer”? Não é uma história fantástica, com efeitos especiais, ou com altas reviravoltas. E isso é uma coisa boa. Gosto muito de filmes que contam uma história real, pé no chão.

Mas, ao final das contas, qual foi o impacto que “Roma” causou em mim? E, é aí, neste ponto, que concluo que “Roma” pode ter sido superestimado. Não me senti “impactada” ao terminar de assisti-lo, não fiquei boquiaberta, não fiquei olhando para a tela pensando “o que farei da minha vida agora”….

Claro, nem todos os filmes causam isso na gente! Mas penso que um filme vencedor de um Oscar tem que ser algo que me marca, que me faz ir do céu para o inferno, ou me faça sentir raiva, amor, loucura, sei lá! Emoções fortes que permanecem… Sim, chorei… Mas também bocejei… Acabou o filme e eu perguntei… “e”?

E… é isso… “Roma” é apenas um filme bom. Vale a pena assistir? Sim! Mas sem muita expectativa e com alguma paciência para um começo um tanto quanto arrastado, que logo toma seu ritmo próprio.

Publicado por

Eli Leite

Apaixonada por livros, filmes, poesia, textos, histórias e estórias

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