Sangue

Gostaria de poder descobrir

A real cor de meu sangue

Que sangue será esse

Que corre em minhas veias

E a cada momento muda de cor,

Aumenta a dor

De meu corpo, minha alma

Cujo alimento é meu sangue

Um sangue de alguém que vive num mundo

Sem cor, sem expressão

Será que o que tenho em meu corpo

E em meu coração

É o mesmo que o Homem tem?

Aquele sangue sedento por vingança,

Louco por corpos ao chão,

Pedindo por misericórdia

Será aquele mesmo sangue

Que, ao transbordar,

Causa doenças sem cura

Se for, prefiro morrer

E nem ver

A cor de meu sangue

Pois já o vi em todo lugar

Já o vi de todas as cores.

Eliana Leite

(1990)

Publicado por

Eli Leite

Apaixonada por livros, filmes, poesia, textos, histórias e estórias

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