Reflexo

Solidão, num dia frio, a lua se mostrando timidamente.

O vento maltrata o corpo, que mal acolhe o coração.

Solitária e triste, sem chance de reclamar.

Ninguém ouve, todos tão ocupados…

Para que entender?

Vitoriosa nas lutas contra a lágrima, no caminho das pedras.

Levanto o troféu e não ouço aplausos,

Quem se importa?

Vazia e cheia de dúvidas, elas me acompanham a vida toda.

Sempre as mesmas, a cada dia com uma máscara.

Simples e pronta para partir, sem nenhum coração para partir,

Ou abraço para negar.

Para quem mando notícias?

Quem sabe para os sonhos enterrados,

As crianças perdidas, a alma deteriorada.

Ingênua e indignada com os olhos que fuzilam

E as vozes que gritam sem parar.

Preciso de paz, não atormentem.

Guerreira e perdedora.

Luto por mim mesma e me perco, divido-me em várias.

Romântica, iludida.

Um passo à frente, tentando me afastar,

Apenas me aproximo mais.

Não sei jogar, nunca soube.

Ganhar e ser derrotada.

Prefiro viver somente.

Talvez com você, talvez sozinha,

Com a solidão, nessa noite fria,

Espelho do dia que passou…

Eliana Leite

14/04/1995

Publicado por

Eli Leite

Apaixonada por livros, filmes, poesia, textos, histórias e estórias

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