Amplitude

O calor sutil da noite agasalha o sentimento

De pertencer à realidade.

Necessitei tanto das estrelas e agora

Brilham alegremente,

Sem medo de ofuscarem.

Machucou, certa vez, ouvir que o dia acabara.

Hoje o tempo, em seu curso,

Torna a vida natural.

Esperança e ilusão se confundiam,

Se juntaram secretamente

E não passam de chaves

Para a nova porta entreaberta.

Não forçarei a entrada.

Serei como a brisa que sopra

E alivia a inquietude do coração.

Deitar sob o manto dos sonhos,

Repousar sobre a paz, a alegria das lembranças

Sem tropeçar nos hiatos.

Não sei como agradecer, a quem abraçar seguramente,

Por ter erguido o alicerce que me sustentava no paraíso,

No conceito de paraíso.

Todo o vazio, a loucura do abandono,

Deixaram meu território,

Partiram com a insensatez da dor amanhecida.

Lua, abrigue os seus filhos

E me inclua em sua família.

Serei sua admiradora,

Como fui ao derramar poesia por sua beleza.

Mire-se em si mesma e medirá a amplitude dentro de mim.

O amanhã se refaz para receber a luz do sol.

O céu, em seu negro sublime,

Extraiu a vitalidade do espírito,

A essência dos detalhes,

A graça de acordar…

Eliana Leite

16/03/1995

Publicado por

Eli Leite

Apaixonada por livros, filmes, poesia, textos, histórias e estórias

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