Alvo

Qual o alvo de minha flecha?

Quem desejo acertar,

Se não um sonho,

Um ideal inexplicado.

Por um vidro frágil,

Observo a trilha deixada

Pelos passos que dei.

Chego à conclusão

De que é preciso continuar.

Nesses ossos espremidos

Pela carne,

Há um espaço

Para o futuro.

Sei que não são adulta,

Sou tampouco criança.

Gostaria de ser um anjo

E navegar pelo céu,

Vagar pelo vão do universo

E trazer a preciosidade

Dos mistérios que nos rondam.

Enfim, qual a estrela que brilha mais,

Qual o coração que ama mais,

Quem é aquele que,

Nessa vida,

Tem mais a oferecer?

Talvez nenhuma estrela.

Talvez nenhum coração.

Talvez ninguém.

O alvo é tão distante

Quanto as almas

Que almejam se tocar…

Eliana Leite

29/06/1995

Publicado por

Eli Leite

Apaixonada por livros, filmes, poesia, textos, histórias e estórias

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