Além da Razão

A descoberta de coisas novas

Atraem ao primeiro instante

Mas depois assustam, repelem.

Fazem com que tudo seja mistério.

O desconhecido, se conhecido, é temido

E se temido, é rejeitado.

E então se revolta e aí se torna

Não o desconhecido ou temido

Mas o desejo íntimo de querer descobrir

Algo a mais do que se vê,

Do que se toca,

E até do que se ama.

Os olhos veem muito além da matéria

Mas a razão se limita à vida

Que está presente, mas inerte

Que se faz pesar, mas é inútil

E que nos faz perder tempo

Pensando em outra pessoa

Admirada, mas indiferente.

Gostaria de não a ser para ti,

E temo que a és para mim.

Perdoa-me as palavras,

Mas foi tudo por amor à vida,

Desconhecida e inacessível

Mesmo pelos maiores sonhos.

Eliana Leite

(1991)

Publicado por

Eli Leite

Apaixonada por livros, filmes, poesia, textos, histórias e estórias

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.