2020 – 30 Livros em meio à Pandemia

O que dizer de 2020? Há quem diga que ele trouxe aprendizados, há quem o queira cancelar. Seja como for, uma coisa é certa: estivemos, e estamos, em meio a uma Pandemia do Coronavírus, e tudo mudou. Houve perdas, muitas perdas. Redefinições, perguntas sem respostas, angústias, crises de ansiedade… Seria, mesmo, o ano do CTRL + ALT + DEL? Enfim, ele aconteceu, está quase acabando e 2021 se iniciará ainda com a Pandemia pairando no ar. Vamos torcer para que dê tudo certo, como sempre.

Fato é que foi um ano em que eu li bastante. Descobri livros que talvez nunca leria se não tivesse ingressado em clubes de livro, revisitei minha estante em busca dos livros ali meio abandonados e assim foi. 30 livros. 30 viagens. 30 experiências únicas. Divido aqui com vocês desde o primeiro até o trigésimo, com alguns comentários e insights. Espero que gostem e que possam, de alguma forma, se inspirar e esperar pelo melhor, que, como se diz por aí, virá.

  1. Emma, de Jane Austen

Iniciei o ano de 2020 lendo um clássico da literatura inglesa. Tudo em razão da criação de um clube de leitura entre amigas, que já fez seu aniversário de 1 ano! Nosso clube se chama “Livres no Livro” e decidimos começar por este “classicão”. Eu gostei do livro. Tem ironia, tem romantismo, tem a aristocracia inglesa cheia de críticas e autocríticas de Jane Austen. Definitivamente, não é o meu preferido, ainda. Li “Orgulho e Preconceito” e gostei mais. Porém, é um bom livro, não há como negar. E rendeu uma excelente discussão em nosso clube!

  • The Mermaid’s Voice Returns In This One, de Amanda Lovelace

Tive contato com o trabalho de Amanda Lovelace em fevereiro de 2019. Gostei do estilo da escrita dela, da poesia livre, contundente e por muitas vezes libertadora. Este foi o terceiro de uma trilogia chamada Women Are Some Kind of Magic (o primeiro é A Princesa Salva a Si Mesma Neste Livro e o segundo, A Bruxa Não Vai Para a Fogueira Neste Livro). É uma escrita moderna, feminina, feminista e sem padrões. Vale a pena conferir para conhecer coisas novas, sem preconceitos.

  • Minha História de Amor, de Tina Turner

Li em exatos 7 dias… mais por ser fã incondicional de Tina do que pela qualidade do livro… Conheço a história de Tina com Ike por meio de notícias e filmes, e foi interessante saber o “depois” –  como ela conseguiu sobreviver e reencontrar o amor. Que ela é uma estrela e um ícone, não há dúvidas! Mas é também um ser humano, buscando seu equilíbrio e sua felicidade após catar seus próprios caquinhos. Talvez eu esperasse mais detalhes sobre as músicas, sobre a parte criativa pós-Ike… achei um pouco repetitivo.

  • A Vida Sem Crachá, de Claudia Giudice

É um livro inspirador, que trata da transformação de uma mulher, de executiva em uma empresa por 23 ano a empreendedora “mão na massa”. Gostei de muitas das passagens que falam sobre a experiência pessoal. Algumas partes que falam de como colocar o Plano B em ação são um pouco enfadonhas, mas há alguns bons conselhos, ainda que genéricos, ali. Eu esperava algo mais pessoal, mais confessional, mas gostei, no final do dia, do estilo de escrita dela e morri de vontade de conhecer a pousada. E, claro, me senti com vontade de seguir com meus planos! Ela deveria agora escrever mais um livro sobre o dia a dia da pousada após esses anos e como ela se sente, contar mais histórias interessantes que acontecem lá. Ela tem um estilo de escrita que envolve. Vale a pena dar uma conferida.

  • Ruído Branco, de Ana Carolina

Ana Carolina é uma artista completa! Além de cantora, compositora, multi-instrumentista, é uma poeta e uma escritora de mão cheia! Adorei saborear este livro.

  • Textos Cruéis Demais Para Serem Lidos Rapidamente, de Igor Peres da Silva

Os textos não são cruéis, mas sim crus e verdadeiros… São textos para guardarmos para reler em todos os momentos da vida, textos belos e profundos. Adorei e recomendo!

  • Sobre os Ossos dos Mortos, de Olga Tokarczuk

Este foi o segundo livro do nosso clube “Livres no Livro”. Uma leitura surpreendente, com umas das personagens mais intrigantes que já conheci. Quando discutimos o livro, já estávamos em plena quarentena e fizemos a conversa via Zoom. Foi interessante, pois misturamos à discussão nossa visão do mundo que estava diante de nós naquele momento, e o que acontece ao ser humano quando ele não cuida do meio ambiente. O livro traz reflexões sobre relações humanas e sobre a relação com os seres vivos e a natureza, mas, principalmente, faz você não conseguir largar enquanto não chegar ao final.

  • A coragem de ser imperfeito: como aceitar a própria vulnerabilidade, vencer a vergonha e ousar ser quem você é, de Brené Brown

Após assistir a um Ted Talk da Brené Brown, me interessei pelo tema e fui atrás do livro. É uma leitura que recomendo, especialmente pelo fato dela ser uma pesquisadora e apresentar alguns fatos diferentes sobre o comportamento humano e a vulnerabilidade e a vergonha. Acho que são temas pouco explorados desta forma, com uma abordagem trazida por uma estudiosa.

  • Cyndi, Minha História, de Cyndi Lauper

É um livro para fãs. Gostei muito dos trechos em que ela fala de como compôs as músicas. Em vários momentos, li ouvindo uma de suas canções. Há um pouco de vai e vem, sem seguir muito uma cronologia… Valeu para conhecer melhor uma das minhas ídolas.

  1. Mulheres Não São Chatas, Mulheres Estão Exaustas, de Ruth Manus

Neste livro, Ruth Manus faz um apanhado de textos e reflexões sobre o feminismo e conscientização das mulheres sobre auto sabotagem, síndrome da Impostora e comportamentos tóxicos, dentre outros. Uma leitura importante, que faz pensar e permite acesso a outras autoras (para quem ainda não conhece) que abordam o feminismo sob diversas óticas. Recomendo!

  1. Lola & Benjamin, de Bruna Cosenza

Comecei devagar, mas logo me empolguei e aí acabei em questão de dias. Romance leve, história interessante, personagens reais (apesar de achar a construção da protagonista um pouco “chatinha”). O final prende e a mensagem é bonita. Para passar a quarentena e prestigiar jovens autoras brasileiras.

  1. Quando o Sangue Sobe à Cabeça, de Anna Muylaerte

No meio da Pandemia, me juntei a um segundo Clube de Livro, a Sala Tatuí de Leitura, e este foi o livro escolhido para discussão.

Anna Muylaerte é cineasta e roteirista. Escreveu roteiros de filmes como Castelo Rá-Tim-Bum, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, Xingu, e dirigiu Durval Discos, É Proibido Fumar e Que Horas Ela Volta?

O livro foi idealizado pela Editora Lote 42, junto com a autora e teve a intenção de reunir contos escritos por ela na década de 90. Já no prefácio, encontramos a explicação da autora sobre o momento pelo qual passava quando escreveu estes contos. Era um período de crise na indústria do cinema, todos estavam apreensivos. Ela, por seu lado, passou a escrever, escrever e escrever. Após estes contos, escreveu roteiros para TV e depois deslanchou no cinema. Particularmente, gosto dos filmes dela. Foi por este motivo que comprei o livro (além de gostar de contos). São 6 contos, todos sobre mulheres, em algum momento de suas vidas, retratos de um cotidiano, da vida como ela é. Anna Muylaerte tem um humor ácido que me agrada. Junta-se a isso um leve sarcasmo ao narrar as mazelas da classe média. Para quem viveu naquela época, é uma delícia de leitura. Chega até a ser nostálgica.

  1. Ariel, de Sylvia Plath

Comprei este livro (talvez tardiamente) em 2019, na Livraria da Travessa, em São Paulo, no bairro de Pinheiros. Senti-me atraída pela capa, além de fazer um tempo que queria ler algo de Sylvia. Por que existem autores que ensaiamos ler e não o fazemos? Será que é porque não estamos prontos para eles e, então, o tempo vem e nos informa “agora, é a hora”? Acho que foi assim que me senti ao ver este livro, sua capa, e então o abri, vi que era uma edição restaurada e bilingue, com os manuscritos originais. Livro comprado, ficou um tempo na estante, esperando. E assim foi que, em meio à quarentena do novo Coronavírus, decidi que o enfrentaria.

Tudo começa com a Apresentação – O Caso Ariel. Nada como ter o histórico do livro, quando ela escreveu, porque, o que isso significou. E acho que é preciso separar o trágico final de Sylvia de sua obra, ainda que ela mencione a morte em alguns poemas.

Vamos, então, ao prefácio, escrito pela filha de Sylvia, a também poeta Frieda Hughes. E, como toda filha, ela busca entender os pais. Critica a forma cruel como o pai foi tratado após a morte de Sylvia e publicação, por ele mesmo, de Ariel, como se estivesse vilipendiando o túmulo da esposa. Além de ter cometido adultério, teria interferido de forma indevida nos direitos autorais da autora. Ela diz que tais coisas “não guardam nenhuma semelhança com o homem que calma e carinhosamente” a criou, e com a ajuda de sua madrasta. E, completa que “o tempo todo ele manteve viva a memória da mãe que me deixara, e eu sentia como se ela estivesse tomando conta de mim, uma presença constante em minha vida.” Ela segue, relatando como era viver em torno de uma imagem “milagrosa” de tudo o que se referia à mãe. E então, finalmente, nos diz que “isso foi muitos anos antes de eu descobrir que minha mãe tinha um temperamento feroz e um caráter ciumento, em contraste com a natureza mais equilibrada e otimista de meu pai.” Cita, ainda, que houve ocasiões em que Sylvia destruiu o trabalho do marido, uma vez rasgando-o e outra queimando-o. Chega, então, à conclusão de que a mãe, “assim como era uma poeta excepcional, era também um ser humano”. Ela vê tudo isso como um restabelecimento da verdade, e uma forma de melhor compreender a mãe. Ela precisava entender tudo isso para poder entender a si mesma (entendemos a nós mesmos por meio de nossos pais, avós, antepassados, ancestrais). Frieda encerra o prefácio: com chave de ouro “Quando ela morreu, deixando Ariel como último livro, foi flagrada no ato de vingança, com uma voz que havia sido afiada e praticada durante anos, posteriormente com a ajuda de meu pai. Embora tenha se tornado uma vítima disso, no final das contas ele não negou sua maestria. Essa nova edição, restaurada, é minha mãe naquele momento. É a base do <em>Ariel</em> editado por meu pai. Cada versão tem significado próprio, embora as duas histórias sejam uma só.”

Devo admitir que ler Sylvia Plath não é fácil, pois ela tem um estilo hermético e intimista de escrita. Faz referências a coisas que viveu em seu dia a dia, mistura com momentos históricos, memórias e traumas. Na verdade, em minha opinião, os grandes poetas são aqueles que fazem com que você leia o poema e fique flutuando, tentando depois buscar um chão para pousar. Não necessariamente há o objetivo de “entender”, “decifrar”, “interpretar”. A própria Sylvia, quando lhe pediram para “explicar” os poemas em um programa de rádio, foi breve e seca. Não cabem explicações. Não cabe dissecar cada poema, em busca do momento em que ela se referia a tirar sua própria vida, ou se referia à traição do marido. Há muito mais do que isso. Há nuances, há explosões, há véus, há amor, há ódio e contemplação. Nem consigo resumir tudo isso em algumas palavras. Apenas leia.

  1. Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro

Todos devem ler este livro. Ponto final.

  1. Mulher Assimétrica, de Maria Luiza Corrêa

Esse livro me pegou… sou assimétrica, a vida é assimétrica e o próprio livro o é. A autoria fala da infância, juventude e vida adulta, com a irregularidade e confusão que é comum à vida. Comprei pela Editora Lote 42 e foi o segundo livro que discutimos no clube de leitura da Sala Tatuí de Leitura. Recomendo a leitura! Há poesia e assimetria na vida e na arquitetura.

  1. 40 Pequenos Desabafos: De Quem Não Nasceu Para Quarentenas, de Ruth Manus

Baixei no Kindle e li em poucos dias. Uma leitura rápida, sensível, atual e intimista, de quem queria mesmo desabafar apenas.

  1. Um Caminho para a Liberdade, de Jojo Moyes

Terceiro livro que discutimos no “Livres no Livro”.

Disclaimer 1 – sou fã da Jojo Moyes.

Disclaimer 2 – até agora só não curti muito 2 livros (e foram os dois da tal da trilogia “Antes de Você”). Dito isso, vamos ao livro.

Jojo sai de sua zona de conforto (mulher urbana) para se dedicar inteiramente a uma história que se passa nas montanhas de Kentucky no final dos anos 30. O começo foi meio devagar, mas depois que a história emplaca, não consegui mais parar de ler. Minha personagem favorita é a Alice, que parecia estar comigo aqui em casa, enquanto eu lia o livro. Jojo Moyes tem uma capacidade incrível de dar vida às personagens e torná-las verdadeiras, frágeis e fortes ao mesmo tempo. Ri e chorei e ao final me despedi dessa linda história. Espero q façam um filme . Por fim, o meu livro preferido dela continua sendo “A Garota que você deixou para trás”

  1. Distraídos, Venceremos, de Paulo Leminski

O que dizer de Leminski, a não ser que ele é demais? Leminski-se!

  1. O Ponto da Virada: Como Pequenas Coisas Podem Fazer uma Grande Diferença, de Malcom Gladwell

Confesso que fui com muita sede ao pote e achei que fosse descobrir coisas interessantíssimas, desvendar mistérios…, mas achei um pouco decepcionante e com pontas soltas. Algumas teorias meio “malucas”, na minha singela opinião. Terminei com aquela sensação de certo desapontamento.

  • Lute Como Uma Garota: 60 Feministas que Mudaram o Mundo, de Laura Barcella e Fernanda Lopes

Trata-se da reunião de 60 feministas que mudaram o mundo, sendo 45 estrangeiras e 15 brasileiras. É uma leitura muito interessante, pois traz o perfil de mulheres desde o século XVIII até os dias de hoje, com suas respectivas lutas e contribuições para o movimento, ainda que algumas delas não se declarem, de forma expressa, feministas. A estrutura do livro é de fácil e rápida leitura, apresentando uma breve história de cada mulher, suas principais realizações e frases de impacto. Achei a parte relativa às brasileiras um pouco mais enxuta, digamos assim, do que a parte estrangeira, embora tenha trazido histórias relevantes.

  • Afinidades Eletivas, de Johann Wolfgang von Goethe

A leitura é rápida, visto que curta, mas não por isso menos intensa. Eu não tinha em meus planos de leitura um livro de Goethe. Porém, como estou participando de um clube de leitura (Livres no Livro), este foi um dos sugeridos em um dos encontros e lá fui eu. Confesso que não foi uma das leituras mais agradáveis que fiz nos últimos tempos. A tradução do alemão antigo para o português se tornou bastante rebuscada, com palavras muito anacrônicas (obrigando o leitor a usar o dicionário diversas vezes) e construções um tanto confusas. Tentando me abstrair disso, dei uma chance ao livro e fui até o fim. Creio que cometi um erro ao fazer uma leitura mais superficial, analisando as personagens e seus comportamentos, o que me fez considerá-los todos bem irritantes, principalmente Eduard e Ottilie. Ao discutir o livro com o grupo, pude ver que o autor fez tudo isso propositadamente, a fim de tecer uma ácida crítica ao casamento e aos costumes da época. Ainda assim, o estilo da escrita e a forma como o narrador se afasta de tudo e de todos, não me atraiu. Sim, é um clássico. Sim, é Goethe. Quem sou eu para criticar tal obra? Mas, como já disseram uma vez por aí “Não somos nós que lemos o livro; é ele que nos lê”. Eu e “Afinidades Eletivas” não chegamos a um acordo ao nos lermos um ao outro. Quando eu achava que estava embarcando, havia uma parada, ou uma nova direção que fugia de tudo aquilo que estava sendo narrado e eu perdia o fio, ou mesmo o interesse. Além disso, ficou em mim um gosto amargo ao final, de manipulação e de um falso dramalhão. Tenho absoluta certeza de que esta era a intenção do autor, mas não me chamou junto e eu terminei o livro quase dando graças aos céus que havia concluído a tempo para a discussão do clube. Poderia ter desistido, mas, sabe como é… Quantos livros ou filmes não levamos até o fim só para ter certeza de que podemos dizer que não gostamos? Este foi um caso e, embora tenha ouvido outras opiniões de amigas (uma ou outra concordaram comigo), minha conclusão é de que não gostei do livro. Existem livros que não gostam da gente e vice-versa.

  • O Inferno Somos Nós: do Ódio à cultura de paz, de Leandro Karnal e Monja Cohen

Recomendo muito! Uma leitura concisa, mas ao mesmo tempo profunda, que nos traz importantes reflexões sobre o mundo em que queremos viver.

  • Amora, de Natália Borges Polesso

Um ótimo livro de contos, muito bem escrito, repleto de poesia e amor. Eu tinha lido o romance da mesma autora, “Controle”, no ano passado, do qual havia gostado muito.

  • Após o Anoitecer, de Haruki Murakami

Este livro me aprisionou, por assim dizer, na madrugada de Tóquio. E essa prisão é tão fugaz quanto o passar da madrugada. Saí desta leitura apaixonada pela escrita de Murakami e agora quero ler os demais livros do autor.

  • A Pedra, de Yuri Pires

Mais um livro trazido pelo clube Sala Tatuí de Leitura (também da Lote 42).

O livro é surpreendente. Ao mesmo tempo em que traz uma linguagem coloquial, ligeira, nos faz refletir profundamente sobre o que é a vida e o que é viver. Os diálogos são incríveis e não há como não pensar nos dias atuais, em que vivemos o verdadeiro caos, em que pessoas morrem por conta de decisões erradas, em que a política comete os absurdos que comete e em que o povo elege quem elege. No final, tudo é Pedra mesmo, sem volta. O que podemos é decidir como faremos enquanto não viramos Pedra.

  • I Am Malala: The Girl Who Stood Up for Education and Was Shot by the Taliban, de Malala Yousafzai

Dos livros que estavam há um bom tempo na minha lista… obviamente, não há como negar a força desta jovem e toda a história de superação e luta por ideais. Ela quase morreu, sobreviveu e continua lutando pelo que acredita. Isso é admirável, ainda mais em uma cultura opressora. Porém, a narrativa do livro não é das mais fáceis. Demorei para engajar na leitura, sofri para fluir com a escrita, mas persisti. Malala é um símbolo muito importante é foi isso q me moveu a continuar. Corajosa e otimista. E, no final do dia, é o que importa.

  • Lugar de Fala, de Djamila Ribeiro

Uma boa forma de começar a entender o tema. A autora traz reflexões e conceitos importantes e elucidativos, em uma leitura rápida e necessária. Vale a pena considerar buscar as referências que ela nos entrega. Um ótimo apanhado para iniciar.

  • Damas da Lua, de Jokha Alharti

Um livro lindo, encantador, cheio de poesia e dor. Disse a uma amiga: “quero me casar com esse livro” – simples assim… senti todos os aromas, todos os amores e lágrimas de cada personagem. Maravilhoso!

  • Gigante Figura, de Fabricio Silveira

“Gigante Figura”, livro de Fabrício Silveira (ilustrações Denny Chang) é uma pequena joia da ficção brasileira, que merece atenção. O autor faz uma releitura da história de um homem extremamente alto, que se tornou atração de circo, na época da Primeira Grande Guerra. As ilustrações são um show à parte.

  • A Ciranda das Mulheres Sábias, de Clarissa Pinkola Estés

Por vezes, se assume que um livro curto significa uma leitura rápida e descompromissada. Isso é um engano comum, porque somos acostumados a associar quantidade com qualidade. Há algum tempo, venho valorizando muito livros “curtos”, pois eles concentram mensagens poderosas e o leitor tem que ficar muito atento para que esta mensagem não fuja de seu olhar. Dito isso, o livro A Ciranda das Mulheres Sábias é uma fonte inesgotável de pensamentos, mensagens e frases poderosas, condensadas em um livro pequeno e aparentemente inofensivo.

Este foi o último livro do ano discutido no clube “Livres no Livro”. Eu, particularmente, me apeguei ao livro e o quero em minha cabeceira para recorrer a ele em momentos futuros da minha vida (e não tenho “livros de cabeceira”).

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