Wakanda!

Hoje assisti ao filme “Pantera Negra”. Devo admitir que não tinha assistido porque estava meio cansada de filmes de super heróis. Vinha assistindo a tantos (sou fã de carteirinha da primeira leva do filme dos X-Men), que acabei deixando de lado. Enfim, como comentei no meu post sobre o Oscar, resolvi dar uma chante a “Pantera Negra”.

E dou a mão à palmatória. Que filme! Que história! Que elenco! E que final! Trilha sonora excelente, figurino, etc. Mas não é só disso que vive um filme… Mergulhei em Wakanda e saí de lá sem ar. Quantas mensagens importantes esse filme transmite e quanto de verdade existe ali, num filme aparentemente de “super herói”… Não tem nada a ver com os últimos que tem aparecido. Para mim, “Pantera Negra” demonstra algo em que sempre acreditei: você pode fazer um grande filme de super-herói desde que a história por trás de tudo isso seja boa. Não se pode confiar somente nos efeitos especiais, nas lutas ou no herói que resgata a mocinha ou salva todo mundo. Em “Pantera Negra” , os ingredientes de um bom filme estão presentes: bom elenco, boa história, emoção, efeitos especiais incríveis, trilha sonora perfeita, “gran finale”… E, como a cereja do bolo, um bom vilão …

O “touchdown” desse filme é falar de assuntos muito relevantes e sérios sob a fantasia de um super herói. Grande sacada, que resultou em um filme genuíno e inspirador.

Já pensou se um dia desses um filme como “Pantera Negra” ganha o Oscar de melhor filme? Por que não? Seria um paradigma a ser quebrado, com louvor.

Ainda

Ainda não sei de onde vim.

Se do amor ou da quebra de uma energia.

Ainda me pergunto quem sou.

Se uma mulher ou algo parecido.

Ainda choro quando escurece.

Não sei se é a dor, ou o medo dela.

Ainda ouço meu coração bater.

Não sei se porque precisa ou se é por você.

Ainda sonho com a felicidade.

Talvez porque sou ingênua ou então

Por ter esperança, o que dá no mesmo.

Ainda admiro o mundo,

Por seu tamanho e beleza.

Ainda me deixo levar pelos impulsos.

São fortes e me dominam,

Como Deus ao homem.

Ainda acredito na paz,

Na vida,

Na dúvida,

Nos segredos

Que cada um esconde de cada um.

Ainda quero o que não tenho,

E ainda tenho o que quis,

Apesar da tempestade,

Do vento,

De você.

Ainda sou criança,

Ainda…

Ainda que eu teime em crescer…

Eliana Leite

01/06/1995

Oscar 2019 – destaques e comentários

Como disse há alguns “posts” atrás, amo cinema… E amo o Oscar! Sei que o Oscar já passou por diversas fases… Era uma cerimônia transmitida em TV aberta… E não dava para ficar acordado até o final, porque tinha escola no dia seguinte… Bora gravar! Depois, passou a ser transmitida em TV a cabo… Houve, claro, cerimônias que eu não consegui acompanhar e, graças ao You Tube, consegui capturar os melhores momentos…

Aonde quero chegar? Depois de tantas cerimônias, algumas insossas, cafonas (pelamor), outras grandiosas, finalmente consegui assistir a um Oscar que me empolgou de verdade, como há tempos não acontecia. Por outro lado, desta vez eu não tive a chance de assistir a todos os filmes que concorreram, o que não é um problema, pois corrigirei isso nas próximas semanas e vou comentando por aqui…

Alguns destaques:

  1. Não teve um “host” desta vez. Isso resultou em uma cerimônia mais rápida, objetiva e sem aquelas intervenções que davam vergonha alheia. Billy Cristal (bons tempos!) era um ótimo host, mas sua fórmula fez sucesso em sua época… Em 2019, tivemos a abertura com a banda Queen, de tirar o fôlego! Se você perdeu, assista no You Tube. Brian May & cia estavam lá, dando seu show.
  2. Em seguida, vieram as engraçadíssimas Tina Fey, Amy Poehler e Maya Rudolph para hostear o Oscar que não tinha host… Foi um momento hilário e provou que elas podem fazer o que bem entenderem, inclusive, fingir que não estavam fazendo o que Billy Cristal sempre fez. Também vale a pena conferir esse momento.
  3. Claro que o momento mais esperado, para mim, era a apresentação de Lady Gaga & Bradley Cooper. E, assim, sem mais nem menos, eles entraram no palco pela frente, juntos, com o início de “Shallow” ao fundo. Então, Bradley (lindo) Cooper começou sua parte, e Lady (master) Gaga assumiu, se entregou e me fez chorar. Quando ele se sentou ao piano, juntinho dela, para cantarem o final da música, meu coração já estava derretido… lembrei do filme e chorei tudo de novo. Foi sensacional! E o vestido de Lady Gaga, bom, nem vou comentar, pois era algo tão lindo!! Ah, e aquele “colarzinho”… Meu Deus…
  4. O que dizer da dupla Hellen Mirren & Jason Momoa? Aquele “bond” que jamais imaginaria possível.
  5. Sou fã de carteirinha da Julia Roberts e fiquei de queixo caído com o vestido rosa, o cabelo… Ela é simplesmente maravilhosa, sempre.

Sobre os prêmios:

  1. Melhor filme – The Green Book. Terei que confessar que não assisti ao filme… mas ouvi coisas boas e outras nem tanto. O que ouvi me convenceu a assistir, principalmente pelos atores, que dizem que é a melhor coisa do filme. Existem vários comentários sobre a atitude do Spike Lee contra esta premiação… Mas isso pode ficar para outro momento, depois que eu assistir também a “Infiltrado no Klan” e me inteirar mais sobre essa “disputa”
  2. Melhor direção – Alfonso Cuarón, por “Roma”. Ensaiei assistir a este filme algumas vezes, mas agora não tem como escapar. Assim que assistir, comento aqui… Apenas como informação, vale lembrar que Alfonso Cuarón já ganhou um Oscar por “Gravidade” (não assistiu? Recomendo!), além de ter dirigido “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, que é um marco da mudança de estilo dos dois primeiros, partindo para uma visão mais sombria e “adulta” da vida em Hogwarts.
  3. Melhor ator – Rami Malek, em “Bohemian Rhapsody”. Bom, se você estava hibernando nesses últimos meses e não ouviu falar deste filme ou deste ator, trata-se do filme sobre a vida e Freddie Mercury e a banda Queen. O ator se transforma e personifica a figura de Freddie Mercury em uma atuação (alguns chamam de performance) inesquecível. Ele mereceu o prêmio, e sabemos que a Academia gosta de papéis em que o ator ou a atriz mudam tanto que acabam se confundindo com a personagem (vide “Ray, “As Horas”, “Monster”, “Clube de Compra Dallas”, “O Vencedor”, dentre outros…).
  4. Melhor atriz – Olivia Colman, em “A Favorita”. Aqui, infelizmente, não posso comentar sobre o filme ou a atriz… Acontece, não é? Não vi o filme e pouco a conheço. Posso dizer que gostei do discurso, da sinceridade e da declaração que fez a Glen Close (que era favorita pelo filme “A Esposa”, ao qual tampouco assisti…)
  5. Melhor ator coadjuvante – Mahersala Ali, em “The Green Book”. Este ator tem uma trajetória interessante. Ficou mais conhecido depois de ter atuado em “House of Cards” e já ganhou dois Oscars por melhor ator coadjuvante. O primeiro foi por “Moonlight” e agora por “The Green Book”. Ambos os filmes tratam de temas polêmicos sobre preconceito. Gosto dele e acho que deve ter merecido, mas preciso assistir ao filme para ter certeza…rsrs…
  6. Melhor atriz coadjuvante – Regina King, em “Se a Rua Beale Falasse”. Ela sempre faz papéis fortes. No filme “Ray”, tem um papel marcante (deveria ter sido reconhecida já naquela época). Ultimamente, estava fazendo mais séries e agora retornou com este filme, que já está na minha lista de “must watch”.
  7. Melhor Roteiro Original – “The Green Book”. Este é um prêmio que sempre me interessou. Para quem não sabe, o filme “Gênio Indomável” ganhou o Oscar de melhor roteiro original. Quem escreveu o roteiro foram Ben Afleck e Matt Damon. Achei o máximo eles terem ganhando o prêmio, pois o filme é sensacional. Quentin Tarantino também já ganhou este prêmio por “Django Livre” e “Pulp Fiction”. Eu sempre olho quem são os indicados e vencedores deste prêmio e procuro assisti-los.
  8. Melhor Roteiro Adaptado – “Infiltrado na Klan”. Esse filme me parece obrigatório, pois Spike Lee é Spike Lee. Também gosto de conferir os filmes que concorrem a este prêmio. Alguns bons exemplos são “Moonlight”, “O Jogo da Imitação” e “Logan” (sim, Logan!).
  9. Melhor Filme Estrangeiro – “Roma”. Será objeto de um post futuro só para ele… Aguardem!
  10. Melhor Animação – “Homem Aranha no Aranhaverso”… o que posso dizer? Desta vez… absolutamente nada… Estou bem por fora das animações que concorreram, com exceção de “Os Incríveis 2” que, sinceramente, não vale o Oscar…
  11. Melhor Canção Original -“Shallow”, de Lady Gaga. Foi quando ouvi esta música, no pré-lançamento de “Nasce uma Estrela”, no Apple Music, que encasquetei que tinha que assistir ao filme. Desde então, “Shallow” me acompanha em todos os momentos. Amo esta música e cada vez mais respeito e admiro a Lady Gaga, que arrasou no discurso. Que venham mais!
  12. Quero comentar aqui o vencedor de melhor curta metragem – documentário, “Period. End of Sentence”. Não pude deixar de notar um progresso neste Oscar por premiar esse tipo de filme. Foi especial o discurso das vencedoras, algo inédito. Também vou assistir a este e aos demais vencedores de melhor curta animação e também documentário. Quase nunca dou prioridade a estas categorias e vou mudar isso…
  13. Não assisti ao filme “Pantera Negra”, mas fiquei feliz pelos prêmios que ganhou (design de produção, figurino e trilha sonora). Agora, resolvi que vou assistir. Sou dessas… Depois, comento com vocês!

Por fim, ver que mais mulheres ganharam prêmios, foi particularmente importante! Espero que se torne uma constante e que possamos ver mais cerimônias assim, com a diversidade em destaque, como deve ser!

Em Chamas

Fogo jovem, imaturo
Queima nas ruas e encanta
Incontrolável, ataca inocentes
Imprevisível, varre os olhos.
 
Água velha, consciente
Jorra de fontes nas praças, enfeita
Incoerente, molha sem molhar
Mata a sede dos pássaros
Insípida, inodora, incolor.
 
Água que banha o fogo
O novo e o antigo em conjunção
 
Impossível
 
Água, mesmo rala,
Extingue o fogo...
 
Fogueira no coração
Água na alma
Confusão no verbo
 
Inconclusivo...
 
O beijo, caloroso
A realidade, fria
Momento ímpar, paralisa
Não se repetirá
Ficará na foto
 
Irretratável
 
De que forma o fogo pode superar
A água, implacável?
Somente pelo excesso
Sobre a escassez?
 
Injusto...
 
Palavras, fogosas
Relações aguadas
Sentimentos em cinzas
Uma brasa escapou naquela noite.
 
Inconsciente...
 
Temo o fogo, mas o amo
Recebo a água e dela necessito
Sol, lua, mar, areia quente
Fumaça
 
Incêndio...
 
Labaredas belas fogem para o céu
Livres ao ar
Lambem as estrelas
Tentam o oceano
E nele morrem
 
Incandescente...
 
Estalo de madeira queimando
Extintor
Bombeiro
Socorro
 
Insuficiente...
 
Que se ilumine a caverna escura
Que se encha o cantil
Que se conjuguem os opostos
Que um penetre no outro
 
Invisível..
 
Tempestade
Granizo
Chuva
Garoa
 
Inesperado...
 
Escorre o líquido por entre os dedos
Arde o fogaréu das ideias
 
Intangíveis...
 
Eliana Leite
(28/08/2005)

Jerry Maguire – melhor reprise

Em 1996 eu tinha exatos 20 anos… Foi quando assisti a Jerry Maguire pela primeira vez… 23 anos depois, estou aqui falando sobre ele…

É um filme simplesmente sensacional! Sou fã do Tom Cruise (independentemente do quão louco ele possa parecer na vida real) e todo o elenco está muito conectado nesse filme. Além disso, temos Bruce Springsteen com “Secret Garden”, que é uma de minhas musicas preferidas.

“You had me at hello”…

Um filme perfeito…

⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

Ímã

O que mantém uma pedra no chão?

Por que a árvore resiste à tempestade?

O que mantém nossos pés no chão?

Por que resistimos?

Amor?

Teimosia?

Necessidade?

Resiliência?

Lealdade cega?

Apatia?

O que faz a pedra rolar?

Qual a força dos ventos que derruba a árvore?

O que tira nossos pés do chão e nos faz voar?

Eliana Leite

(06/02/2019)

5 Livros e a Segunda Guerra

A Segunda Guerra Mundial é um tema inesgotável. Seu horror, suas consequências e o inimaginável que por ali passou resultou em inúmeras obras literárias a respeito, desde a mente de Hitler até as vítimas dos campos de concentração, passando pela reconstrução de países inteiros. Famílias despedaçadas, algumas aniquiladas por completo, testemunhos, retratos, destroços. Tudo isso pode ser visto também em filmes e séries. Existem obras de não-ficção, de ficção, baseadas ou inspiradas em fatos reais…

Por alguma razão, este tema sempre me chamou. Ao pensar sobre o assunto, percebo que já li alguns bons livros, que estão entre meus preferidos, ambientados na Segunda Guerra Mundial. Creio que seja porque tratam de superação, de nunca desistir, mesmo nas piores circunstâncias, à beira da morte. Falam de uma compaixão quase impossível, de não se entregar ou desistir de seus valores. Ao mesmo tempo, tratam de entender e perdoar ao outro e a si mesmo, quando possível.

Sobre este tema, recomendo 5 livros:

Toda a Luz que Não Podemos Ver ( All the Light We Cannot See )

Autor: Anthony Doerr (1 ª edição publicada em maio de 2014)

Este livro ganhou o Pulitzer em 2015 e conta a história de uma menina cega e um jovem soldado que, pelos encontros e desencontros da vida, tem seus destinos cruzados. Confesso que este é um dos melhores livros que já li até hoje. Mergulhei na história de uma forma que foi difícil terminar de ler e sair dele. Recomendo a leitura e convido a compartilharem sua opinião sobre ele, caso já tenham lido ou venham a fazê-lo!

Toda luz que não podemos ver

A Menina Que Roubava Livros (The Book Thief)

Autor: Markus Zusak (1ª edição publicada em setembro de 2005)

Um livro que me marcou pela forma inusitada da narrativa (a Morte é a narradora). Além disso, a história da menina que se apaixona por livros tem muito a ver comigo mesma, minha infância e como eu me relaciono com a escrita. O que me chamou a atenção também foi a forma pela qual o autor retrata a compaixão, ainda que cercada pela Morte e pela Guerra. Um livro obrigatório!

A Menina que Roubava Livros

Mulheres Sem Nome (Lilac Girls)

Autora: Martha Hall Kelly (1ª edição publicada em abril de 2016) 

Um livro arrebatador! Inspirado nas cartas de Caroline Ferriday (socialite norte-americana que trabalhou no Consulado da França à época), fala sobre as histórias de três mulheres, a própria Caroline, Kassia (polonesa) e Herta (alemã). Cada uma sente, na pele, o horror da Segunda Guerra, seja de que lado for. Para mim, a história de Kassia é a mais aterrorizante, e revela os bastidores da crueldade dos campos de concentração. O que me conquistou foi a forma pela qual a autora retrata sentimentos como amor, compaixão, raiva, perdão, resignação, além de falar sobre a difícil arte da superação. Dos livros mais recentes que li, este é, inegavelmente, um dos mais impactantes. Da metade para o final, fica impossível largá-lo.

Mulheres sem Nome

O Menino do Pijama Listrado (The Boy in the Striped Pyjamas)

Autor: Jonh Boyne (1ª edição publicada em Janeiro de 2006)

O Menino do Pijama Listrado

Como eu poderia resumir este livro? Fala da Segunda Guerra ou da amizade entre dois garotos? Sobre a ingenuidade frente ao horror da realidade que assolou o mundo? Um pouco de tudo isso, dentro de um livro curto, que se lê de uma só vez, e que se leva para sempre. Pode ser que você não goste tanto quanto eu gostei, talvez tenha assistido ao filme, mas para mim foi um dos primeiros livros que me fez ficar chocada com o final, que me fez sentir como se fosse o protagonista. O site Goodreads (https://www.goodreads.com/), assim resume: “o Menino do Pijama Listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável”.

O Diário de Anne Frank (Het Achterhuis)

Autora: Anne Frank (1º edição publicada em 1947)

O Diário de Anne Frank

Poderia ter lido esse livro há muitos anos… Por qual motivo fui ler só em 2015, não cabe a mim explicar… Quantos livros ou filmes ainda quero ler e assistir e ainda não o fiz? Enfim, o que sei é que assim que terminei de ler o livro, calhou de eu fazer uma viagem a Amsterdam e visitar a casa de Anne Frank. Indescritível a sensação que tive ao adentrar a casa. O livro é arrepiante e sensacional, atemporal já. Uma verdadeira obra-prima, relíquia dos tempos da Guerra. Não é ficção, é o retrato de uma menina que vira adolescente em plena guerra e, durante os tempos que deveriam ser áureos em sua vida, ela fica presa em casa e, por fim…. bom, todo mundo já sabe. Para quem não leu, por favor, inclua em sua lista! Este é um livro essencial.

E aqui termina minha lista… Espero que tenham gostado! Aguardo comentários, sugestões, ideias…

Rita Lee – uma autobiografia

Desses livros que para se devorar… Ainda mais para mim, que sou fã da Rita Lee, camaleoa, roqueira com voz de bossa-nova, viajante, criativa, genial, irresponsável, amante dos animais, doida, conhecedora do mundo…

A forma que ela escolhe para escrever sua autobiografia é interessante e dinâmica, com uma cronologia que vai e volta e deixa com um gosto de quero mais.

Não é fácil ler os trechos em que ela se auto deprecia, de forma cruel até. Porém, somente ela sabe o que passou e o que isso significou. Digo isso com relação às drogas e afins… Acho que ela também pega pesado quando se diz uma cantora média ou quando se coloca pra baixo (e, consequentemente, coloca o Roberto lá em cima, quase inatingível). Ainda assim, Rita é Rita e não nega fogo. Eu ri, eu chorei e eu aplaudi.

Todo fã deve ler essa obra. Quem não é fã… bom… aí acho que você deve ler e ouvir um ou dois discos para rever seus conceitos… 😉😉

Para mim, um livro 5 estrelas!!

⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

Sociedade dos Poetas Mortos – porque é meu filme preferido

Se sou cinéfila ou não, não importa. Gosto muito de filmes, desde que me conheço por gente, mas não necessariamente tenho assistido a todos os filmes que gostaria, seja por falta de tempo, seja por… falta de tempo! Que triste isso… Não quero iniciar o ano com mais uma “lista de metas”, mas certamente fiquei em débito comigo mesma no ano passado por não ter dado espaço a uma de minhas grandes paixões.

Deixando isso um pouco de lado, hoje gostaria de falar de um filme em especial: “Sociedade dos Poetas Mortos”. Este é, de longe, o filme da minha vida. O filme é de 1989 e ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original.

Há algumas cenas que me marcaram:

  1. Quando um dos estudantes, representado pelo maravilhoso Ethan Hawke, recita um poema, de olhos fechados, estimulado por seu professor (com atuação inesquecível de Robin Williams), para vencer sua timidez quase incapacitante.
  2. Quando outro estudante (numa atuação melancólica e linda de Robert Sean Leonard), que quer ser ator, vai atrás de seu sonho, atua na peço do colégio, contra a vontade de seu pai, e é aplaudido.
  3. O mesmo estudante, ao ser proibido de continuar atuando, tira a própria vida em uma das cenas mais marcantes de todos os tempos.
  4. O final do filme, épico, em que os alunos se levantam sobre suas carteiras e dizem: “Oh Captain, my Captain!” para o professor que parte da escola, sob falsas acusações.

Este filme, e estas cenas, representam, para mim, a busca pelo sonho, a persistência, a capacidade de acreditar em si mesmo e não desistir. Além disso, o filme é todo envolto em poesia, o que o torna ainda mais encantador. Foi a primeira vez que chorei copiosamente em um filme e que pensei que nunca iria conseguir me recuperar. Eu era uma adolescente sonhadora e gostava de escrever poemas. Foi um verdadeiro presente. Até hoje, me emociono e sou apaixonada por esta película.

Sobre o filme “Minha Vida em Marte”

Gostei muito do primeiro filme (“Os homens são de Marte e eh pra lá q eu vou”). Confesso que não havia lido o livro e nem assistido a peça… A sequência veio em uma época diferente… em que Paulo Gustavo está mais famoso que Mônica Martelli e isso faz, sim, diferença… Atingir 4,5mm de espectadores não é pra qualquer um… Seria esse o efeito “Paulo Gustavo”? Que seja… Mônica Martelli tem um trabalho de qualidade e pode se beneficiar da popularidade de Paulo Gustavo, que aqui seria um coadjuvante mas passa a ser co-protagonista. O resultado final é um bom filme, leve, engraçado e com um final “alto astral”. A dupla funciona! Se quiserem repetir a dose, só devem tomar cuidado para não desgastar a fórmula… se fosse classificar de 1 a 5 estrelas, daria 3 estrelas.

⭐️⭐️⭐️