Ensaio: paradoxos

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Para resgatar o amor, fui ao centro de mim mesma.

Para superar a dificuldade, corri e corri.

Para observar, me distanciei.

Para me comunicar, me calei e ouvi.

Para escrever, li.

Para me reestruturar, quebrei tudo e colei de novo.

Para receber, dei.

Para entender, questionei até não entender mais nada.

Para sorrir, chorei até adormecer.

Para me aquecer, esperei o frio chegar.

Para me amar, quebrei o espelho.

Para lutar, recuei.

Para triunfar sobre meus demônios, os amei.

Para cavalgar em meus sonhos, acordei…

Eliana Leite

(inicado em 16/04/2018 e concluído em 11/03/2019)

Mark Manson: “The Subtle Art of Not Giving a F*ck”

Devo admitir que estava com um pé atrás com esse livro. Achei que seria mais daqueles que querem ser “disruptivos” mas que, ao final, não tem o que dizer.

Ledo engano. Felizmente, se trata de um livro bem escrito, com uma lógica de raciocínio que leva o leitor a visitar alguns “dark spots” de sua vida e pensar sobre como agir com relação a tudo isso daqui para frente.

Outra coisa, feia, que tenho que confessar se refere à preguiça de ler livros em inglês… pois é, não faz o menor sentido e, aos poucos, estou corrigindo isso… Este livro eu li em inglês e isso fez toda a diferença. Traduzir “to not give a fuck” para “ligar o foda-se” não é, na essência, a mesma coisa. Existe toda uma ciência, por assim dizer, na expressão “fucks given”. Como traduzir? Digo isso porque existem algumas perdas nas traduções, que não comprometem a mensagem final, mas podem fazer com que a experiência seja menos prazerosa.

Enfim, sobre o livro: gostei! A escrita é fluida, bem- humorada e certeira. O autor se propõe a ir contra a maré de livros de auto ajuda e faz um bom trabalho. Li com vontade e refleti muito sobre como os pensamentos dele podem se aplicar em minha vida e me fazer mudar. Não me achar “entitled” a nada e, realmente, abraçar minhas imperfeições e seguir a vida sem mimimi.

Gostei dos exemplos que o autor trouxe para ilustrar as ideias que queria explorar. Deu uma dinâmica interessante aos capítulos

Acho q o mais difícil, pela natureza do homem, é não se importar com pequenezas. Não remoer minúcias. Não se vitimizar. Não tornar tudo uma questão de vida ou morte. Quando se consegue, de fato, se importar com o que realmente importa, está aí a chave para realizações e sensações mais significativas. Fácil falar… é um exercício diário, penso eu, que da trabalho, mas que tem sua recompensa. E isso se aplica a tudo: relacionamento, trabalho, projetos …

Recomendo a leitura!

Glenn Close brilha em “The Wife”

Até onde vai a submissão de uma mulher? Até que ponto uma pessoa pode levar a crença de que não têm voz? Qual o limite entre a paixão e a doença?

São esses temas que o filme “The Wife” explora. E o faz não de uma forma direta e contundente, mas em contornos, como uma cobra que prepara seu bote.

Glenn Close, como sempre, está magnifica e, em olhares, gestos, nos diz tudo. Jonathan Pryce não fica atrás e constrói bem o escritor narcisista e frívolo.

Fazia tempo que não tinha raiva e, ao mesmo tempo, empatia pela personagem. Quantas vezes não nos anulamos, nos sabotamos e nos justificamos? E qual será o momento certo para cessar? Certamente, agora, mas quem disse que sempre fazemos o que é certo?

Vale a pena conferir o filme e refletir!

“Roma”, de Alfonso Cuarón

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Quero começar já com um “disclaimer”: sou fã de Alfonso Cuarón. Tanto que, oportunamente, farei um post só de filmes dele…

Dito isso, vamos ao vencedor do Oscar 2019 por melhor filme estrangeiro…

“Roma” mereceu o Oscar? Se for na linha de comparar com os seus “concorrentes”, não consigo dizer, pois não assisti aos outros filmes. Certamente o farei, e então poderei comentar sob esta ótica.

O que faz um filme ser merecedor de um Oscar? Acredito que, há muitos anos, isso já tenha sido mais importante ou relevante. Existem muitos filmes que ganham o Oscar que não são tão bons. “Shakespeare Apaixonado” é um exemplo, nem tão recente, mas marcante (aguardem um post sobre filmes injustiçados pelo Oscar!).

Bom, sem querer fugir do tema, penso que seja todo o conjunto da obra: elenco, roteiro, impacto, mensagem, fotografia, direção. Nem sempre um filme ganha o prêmio de melhor direção e melhor filme. Enfim, talvez porque a direção seja um dos componentes… ainda que essencial. Neste quesito, “Roma” é, sim, merecedor de aplausos. Alfonso Cuarón dirige com mão de mestre um filme autoral, com teor diferente do que temos visto ultimamente nas telas (cinema, streaming, o que queiram). Ponto para a Academia! Mas, será que, mesmo sendo lindamente dirigido e com um roteiro original interessante, mereceu essa premiação de melhor filme estrangeiro (venhamos e convenhamos, uma divisão bem antiquada da Academia, que deveria acabar)?

Bom… confesso que minha tendência é para o “não”. Não é sempre que fico “em cima do muro” com relação a um filme, sem saber dizer ao certo se amei ou só gostei. Porque detestar, eu sei que não detestei. Impossível não gostar de um filme com a fotografia de “Roma”, a história cativante e bonita. Por outro lado, é possível, sim, não amar “Roma”. Houve momentos entediantes, em que tive vontade de dormir, mesclados a alguns outros tensos e emocionantes. Depois da metade, até ficou mais interessante, pois me perguntava: “e agora? o que vai acontecer”? Não é uma história fantástica, com efeitos especiais, ou com altas reviravoltas. E isso é uma coisa boa. Gosto muito de filmes que contam uma história real, pé no chão.

Mas, ao final das contas, qual foi o impacto que “Roma” causou em mim? E, é aí, neste ponto, que concluo que “Roma” pode ter sido superestimado. Não me senti “impactada” ao terminar de assisti-lo, não fiquei boquiaberta, não fiquei olhando para a tela pensando “o que farei da minha vida agora”….

Claro, nem todos os filmes causam isso na gente! Mas penso que um filme vencedor de um Oscar tem que ser algo que me marca, que me faz ir do céu para o inferno, ou me faça sentir raiva, amor, loucura, sei lá! Emoções fortes que permanecem… Sim, chorei… Mas também bocejei… Acabou o filme e eu perguntei… “e”?

E… é isso… “Roma” é apenas um filme bom. Vale a pena assistir? Sim! Mas sem muita expectativa e com alguma paciência para um começo um tanto quanto arrastado, que logo toma seu ritmo próprio.

Livros x filmes – às vezes dá certo… outras… nem tanto

Comparar é inevitável, frustrar-se (ou não) é uma consequência … Hoje eu vou comentar sobre alguns filmes que foram inspirados em livros. Espero que gostem das dicas!

Um Dia

“Um dia”. O livro e o filme são muito bons. Diria, até, que é um livro “filmável”, pois seu formato de “um dia por ano” permite que o filme capture o essencial. O elenco ajuda bastante, com exceção do “sotaque forçado” que Anne insistiu em fazer (detalhe bobo, mas que irrita um pouco)… Talvez eu mudasse a cena inicial do filme… Não a considero fiel ao livro e acho que antecipa algo que o livro não faz. Mas, no geral, o resultado é muito bom. Li o livro antes e já assisti ao filme umas 3 vezes. Recomendo os dois!

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“Harry Potter e o Cálice de Fogo”. Se você não curte Harry Potter, pode pular esse item… rsrs… Só não li os 2 primeiros livro da série e assisti a todos os filmes (alguns mais de 3 vezes!). “Cálice de Fogo” é meu preferido e o filme é muito bom. Essa sequência é eletrizante, tanto no livro quanto no filme. Tem toda a interação entre as escolas, os jogos, o baile… Muita coisa do filme “bateu” com o que imaginei quando li o livro. Além disso, os atores estão um pouco mais maduros e interessantes e o aspecto sombrio inaugurado por Cuarón em Prisioneiro de Azkaban permanece. Deve ter alguém que ainda não assistiu aos filmes e/ou não leu os livros. Vale a pena! Não me considero uma aficionada, mas curto bastante! Não tem como não reconhecer o sucesso que J.K. Rowling fez com essa série!

“A Culpa é das Estrelas”. Um dos livros mais apaixonantes que já li. Personagens queridos, ainda que o pano de fundo seja triste. O filme não perde em nada para o livro. John Green tem um lugar reservado na minha estante da vida e o filme está, certamente, entre os maios graciosos a que já assisti. Os atores estão ótimos, as cenas são bastante fiéis e a emoção é garantida. Detalhe: Laura Dern está ótima como a mãe de Hazel.

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“Pequenas Grandes Mentiras”. Aqui, não se trata de um filme, mas um série (HBO). O livro é ótimo, prende a atenção e tem um trama bem interessante. Não é uma história fácil, pois trata de violência, silêncios destrutivos, traição, bullying… tudo junto e misturado. Li o livro para assistir à série. Esta não decepciona. As atrizes estão excepcionais em seus papéis. Aqui, Shailene Woodley (de a “A Culpa é das Estrelas”, mais madura), representa muito bem a mulher mais jovem do trio, cuja história muda a vida de todos. Coincidência ou não, temos Laura Dern novamente, como coadjuvante, excelente em seu papel de socialite/engajada/insuportável. Palmas para Nicole Kidman, em uma atuação visceral. Sem falar na trilha sonora e nos atores mirins. Vale a pena conferir! Ah, apenas para constar: não sou a favor de uma continuação.

“Objetos Cortantes”. Mais um caso de sucesso de livro que vira série (HBO). Amy Adams simplesmente detona como Camille, uma mulher alcoólatra, deprimida, com problemas psicológicos sérios, que resultam em auto-mutilação. No meio disso, sua mãe, interpretada por Patricia Clarkson (magnífica), faz o contraponto de um quadro deprimente e aflitivo, onde, além de tudo, há um mistério a se desvendar. Li o livro há uns 3 anos e gostei muito. Achei a série bastante fiel em muitas partes, especialmente na ambientação. Há alguns (poucos) personagens que não batem com o que imaginei q seriam, seja fisicamente, seja no comportamento, mas não foi algo que tenha comprometido a trama central. É difícil colocar na tela aspectos subjetivos ou psicológicos, e achei que a direção fez bem em optar por “flashbacks” para mostrar como Camille se sentia com relação a determinadas situações. Por outro lado, isso pode tornar algumas passagens um tanto quanto superficiais. No livro, obviamente, são muito mais exploradas. Vale a pena assistir à série e, mesmo sabendo como o livro termina, ir até o fim e se sentir igualmente impactado. Um detalhe: o ator Chriss Messina, que interpreta o detetive, fez par com Amy Adams em “Julie & Julia”. A química entre os dois se mantém na série. Nada romântica, mas tensa, e ambos se saem muito bem nas interpretações.

“Os Homens que Não Amavam as Mulheres”. Aqui, me refiro à versão americana do filme. O livro é o primeiro da trilogia “Millenium”, de Stierg Larson, e, na minha opinião, o melhor. O filme, com Daniel Craig e Rooney Mara é certinho. Gostei da “persona” que Rooney criou para Lisbeth. As cenas mais marcantes, com ela, foram bem feitas. Não sou a maior fã de Daniel Craig. Ele entrega, somente, sem nada de mais. Quando li o livro, imaginei um Liam Neeson, ou mesmo George Clooney. Nunca havia passado pela minha cabeça que seria Craig. Falta a ele “algo a mais” que
Mikael Blomkvist  tem. Um “quê” de charme meio decadente, de boêmio, de largado. Não vi nada disso em Craig. Para mim, já é algo que tem um peso grande na avaliação “filme x livro”. A história até é bem contada no filme, mas, com exceção de Rooney Mara, é tudo um pouco frio. A propósito, li o 4º livro, “A Garota na Teia de Aranha” e não gostei. Portanto, ainda não sei se vou me arriscar a assistir a este filme. Das coisas estranhas da indústria cinematográfica: os EUA só filmaram o 1º livro e já partiram para o 4º… Imagine fazer isso com Harry Potter?

“A Garota no Trem”. Devorei esse livro. História bem amarrada, mistério a ser solucionado, personagens interessantes… A protagonista é bem deprimente, mas cativa, pois quando você começa a ler o livro, quer ver no que vai dar. Então, veio o filme. Expectativa alta. Quando soube que Emily Blunt faria Rachel, já fiquei um pouco receosa. Não era essa a imagem que eu tinha criado! Enfim, ao assistir, foi decepção atrás de decepção. O roteiro virou uma coisa estranha, o final piegas e tudo o que eu havia gostado no livro se perdeu. Não é um grande livro, mas é bom, e dava um bom filme. Emily Blunt faz o que pode, mas com uma adaptação dessas… não há milagre.

“Marley & Eu”. Esse é um exemplo de livro bom, com roteiro adaptado bom. O livro é uma graça, o filme idem. Owen Wilson está perfeito no papel de John Grogan e sua química com Jennifer Anniston (Jennifer Grogan) é inegável, dando ao filme o tom leve e cômico que o livro tem. Sim, o final é aquele que já sabemos, mas se trata de amizade, escolhas, família, amor… Temas tão importantes e quase esquecidos hoje em dia. Não é só para quem gosta de cães; é para quem quer uma boa história! Tenho uma ressalva (que não compromete o filme como um todo): a parte em que passam tudo em “fast forward” ficou bem estranha…

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“Como Eu Era Antes de Você”. De longe, o melhor da trilogia de Jojo Moyes (não achei que deveria ter continuação, ainda mais uma trilogia – li os outros dois e não curti muito…) O filme cumpre muito bem seu papel e conta com a ótima Emilia Clarke. É uma história de amor, triste, mas ainda assim, bela, que trata da liberdade de escolha, de respeito e perdão… Filme para rever, livro para reler…

“A Caixa de Pássaros”. Por fim, um “livro x filme” que me decepcionou horrores. Adorei o livro! Cheio de tensão, te prende até o fim. O livro me deixou com medo, como se eu estivesse naquela casa, naquele rio… Quando divulgaram que viria o filme e, ainda, com a minha ídola Sandra Bullock, no Netflix! Pirei! E, sem ter aprendido com as surras da vida, fui assistir com a expectativa lá em cima. O filme é só “ok”… e olhe lá… Se você leu o livro e assistiu ao filme, sabe do que estou falando. Talvez para quem não tenha lido o livro, o filme não seja tão decepcionante. Não há como não comparar um com o outro. A adaptação peca em não dar a devida importância aos demais personagens, além de Malorie. Até as crianças ficam meio de lado, um tanto quanto passivas demais. Sandra Bullock faz o que tem que fazer, mas o filme deixa muito a desejar.

Espero ter contribuído de alguma forma em sua escolha para um destes livros ou filmes e, se tiver algo a comentar, estou esperando! 🙂

Wakanda!

Hoje assisti ao filme “Pantera Negra”. Devo admitir que não tinha assistido porque estava meio cansada de filmes de super heróis. Vinha assistindo a tantos (sou fã de carteirinha da primeira leva do filme dos X-Men), que acabei deixando de lado. Enfim, como comentei no meu post sobre o Oscar, resolvi dar uma chante a “Pantera Negra”.

E dou a mão à palmatória. Que filme! Que história! Que elenco! E que final! Trilha sonora excelente, figurino, etc. Mas não é só disso que vive um filme… Mergulhei em Wakanda e saí de lá sem ar. Quantas mensagens importantes esse filme transmite e quanto de verdade existe ali, num filme aparentemente de “super herói”… Não tem nada a ver com os últimos que tem aparecido. Para mim, “Pantera Negra” demonstra algo em que sempre acreditei: você pode fazer um grande filme de super-herói desde que a história por trás de tudo isso seja boa. Não se pode confiar somente nos efeitos especiais, nas lutas ou no herói que resgata a mocinha ou salva todo mundo. Em “Pantera Negra” , os ingredientes de um bom filme estão presentes: bom elenco, boa história, emoção, efeitos especiais incríveis, trilha sonora perfeita, “gran finale”… E, como a cereja do bolo, um bom vilão …

O “touchdown” desse filme é falar de assuntos muito relevantes e sérios sob a fantasia de um super herói. Grande sacada, que resultou em um filme genuíno e inspirador.

Já pensou se um dia desses um filme como “Pantera Negra” ganha o Oscar de melhor filme? Por que não? Seria um paradigma a ser quebrado, com louvor.

Ainda

Ainda não sei de onde vim.

Se do amor ou da quebra de uma energia.

Ainda me pergunto quem sou.

Se uma mulher ou algo parecido.

Ainda choro quando escurece.

Não sei se é a dor, ou o medo dela.

Ainda ouço meu coração bater.

Não sei se porque precisa ou se é por você.

Ainda sonho com a felicidade.

Talvez porque sou ingênua ou então

Por ter esperança, o que dá no mesmo.

Ainda admiro o mundo,

Por seu tamanho e beleza.

Ainda me deixo levar pelos impulsos.

São fortes e me dominam,

Como Deus ao homem.

Ainda acredito na paz,

Na vida,

Na dúvida,

Nos segredos

Que cada um esconde de cada um.

Ainda quero o que não tenho,

E ainda tenho o que quis,

Apesar da tempestade,

Do vento,

De você.

Ainda sou criança,

Ainda…

Ainda que eu teime em crescer…

Eliana Leite

01/06/1995

Oscar 2019 – destaques e comentários

Como disse há alguns “posts” atrás, amo cinema… E amo o Oscar! Sei que o Oscar já passou por diversas fases… Era uma cerimônia transmitida em TV aberta… E não dava para ficar acordado até o final, porque tinha escola no dia seguinte… Bora gravar! Depois, passou a ser transmitida em TV a cabo… Houve, claro, cerimônias que eu não consegui acompanhar e, graças ao You Tube, consegui capturar os melhores momentos…

Aonde quero chegar? Depois de tantas cerimônias, algumas insossas, cafonas (pelamor), outras grandiosas, finalmente consegui assistir a um Oscar que me empolgou de verdade, como há tempos não acontecia. Por outro lado, desta vez eu não tive a chance de assistir a todos os filmes que concorreram, o que não é um problema, pois corrigirei isso nas próximas semanas e vou comentando por aqui…

Alguns destaques:

  1. Não teve um “host” desta vez. Isso resultou em uma cerimônia mais rápida, objetiva e sem aquelas intervenções que davam vergonha alheia. Billy Cristal (bons tempos!) era um ótimo host, mas sua fórmula fez sucesso em sua época… Em 2019, tivemos a abertura com a banda Queen, de tirar o fôlego! Se você perdeu, assista no You Tube. Brian May & cia estavam lá, dando seu show.
  2. Em seguida, vieram as engraçadíssimas Tina Fey, Amy Poehler e Maya Rudolph para hostear o Oscar que não tinha host… Foi um momento hilário e provou que elas podem fazer o que bem entenderem, inclusive, fingir que não estavam fazendo o que Billy Cristal sempre fez. Também vale a pena conferir esse momento.
  3. Claro que o momento mais esperado, para mim, era a apresentação de Lady Gaga & Bradley Cooper. E, assim, sem mais nem menos, eles entraram no palco pela frente, juntos, com o início de “Shallow” ao fundo. Então, Bradley (lindo) Cooper começou sua parte, e Lady (master) Gaga assumiu, se entregou e me fez chorar. Quando ele se sentou ao piano, juntinho dela, para cantarem o final da música, meu coração já estava derretido… lembrei do filme e chorei tudo de novo. Foi sensacional! E o vestido de Lady Gaga, bom, nem vou comentar, pois era algo tão lindo!! Ah, e aquele “colarzinho”… Meu Deus…
  4. O que dizer da dupla Hellen Mirren & Jason Momoa? Aquele “bond” que jamais imaginaria possível.
  5. Sou fã de carteirinha da Julia Roberts e fiquei de queixo caído com o vestido rosa, o cabelo… Ela é simplesmente maravilhosa, sempre.

Sobre os prêmios:

  1. Melhor filme – The Green Book. Terei que confessar que não assisti ao filme… mas ouvi coisas boas e outras nem tanto. O que ouvi me convenceu a assistir, principalmente pelos atores, que dizem que é a melhor coisa do filme. Existem vários comentários sobre a atitude do Spike Lee contra esta premiação… Mas isso pode ficar para outro momento, depois que eu assistir também a “Infiltrado no Klan” e me inteirar mais sobre essa “disputa”
  2. Melhor direção – Alfonso Cuarón, por “Roma”. Ensaiei assistir a este filme algumas vezes, mas agora não tem como escapar. Assim que assistir, comento aqui… Apenas como informação, vale lembrar que Alfonso Cuarón já ganhou um Oscar por “Gravidade” (não assistiu? Recomendo!), além de ter dirigido “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, que é um marco da mudança de estilo dos dois primeiros, partindo para uma visão mais sombria e “adulta” da vida em Hogwarts.
  3. Melhor ator – Rami Malek, em “Bohemian Rhapsody”. Bom, se você estava hibernando nesses últimos meses e não ouviu falar deste filme ou deste ator, trata-se do filme sobre a vida e Freddie Mercury e a banda Queen. O ator se transforma e personifica a figura de Freddie Mercury em uma atuação (alguns chamam de performance) inesquecível. Ele mereceu o prêmio, e sabemos que a Academia gosta de papéis em que o ator ou a atriz mudam tanto que acabam se confundindo com a personagem (vide “Ray, “As Horas”, “Monster”, “Clube de Compra Dallas”, “O Vencedor”, dentre outros…).
  4. Melhor atriz – Olivia Colman, em “A Favorita”. Aqui, infelizmente, não posso comentar sobre o filme ou a atriz… Acontece, não é? Não vi o filme e pouco a conheço. Posso dizer que gostei do discurso, da sinceridade e da declaração que fez a Glen Close (que era favorita pelo filme “A Esposa”, ao qual tampouco assisti…)
  5. Melhor ator coadjuvante – Mahersala Ali, em “The Green Book”. Este ator tem uma trajetória interessante. Ficou mais conhecido depois de ter atuado em “House of Cards” e já ganhou dois Oscars por melhor ator coadjuvante. O primeiro foi por “Moonlight” e agora por “The Green Book”. Ambos os filmes tratam de temas polêmicos sobre preconceito. Gosto dele e acho que deve ter merecido, mas preciso assistir ao filme para ter certeza…rsrs…
  6. Melhor atriz coadjuvante – Regina King, em “Se a Rua Beale Falasse”. Ela sempre faz papéis fortes. No filme “Ray”, tem um papel marcante (deveria ter sido reconhecida já naquela época). Ultimamente, estava fazendo mais séries e agora retornou com este filme, que já está na minha lista de “must watch”.
  7. Melhor Roteiro Original – “The Green Book”. Este é um prêmio que sempre me interessou. Para quem não sabe, o filme “Gênio Indomável” ganhou o Oscar de melhor roteiro original. Quem escreveu o roteiro foram Ben Afleck e Matt Damon. Achei o máximo eles terem ganhando o prêmio, pois o filme é sensacional. Quentin Tarantino também já ganhou este prêmio por “Django Livre” e “Pulp Fiction”. Eu sempre olho quem são os indicados e vencedores deste prêmio e procuro assisti-los.
  8. Melhor Roteiro Adaptado – “Infiltrado na Klan”. Esse filme me parece obrigatório, pois Spike Lee é Spike Lee. Também gosto de conferir os filmes que concorrem a este prêmio. Alguns bons exemplos são “Moonlight”, “O Jogo da Imitação” e “Logan” (sim, Logan!).
  9. Melhor Filme Estrangeiro – “Roma”. Será objeto de um post futuro só para ele… Aguardem!
  10. Melhor Animação – “Homem Aranha no Aranhaverso”… o que posso dizer? Desta vez… absolutamente nada… Estou bem por fora das animações que concorreram, com exceção de “Os Incríveis 2” que, sinceramente, não vale o Oscar…
  11. Melhor Canção Original -“Shallow”, de Lady Gaga. Foi quando ouvi esta música, no pré-lançamento de “Nasce uma Estrela”, no Apple Music, que encasquetei que tinha que assistir ao filme. Desde então, “Shallow” me acompanha em todos os momentos. Amo esta música e cada vez mais respeito e admiro a Lady Gaga, que arrasou no discurso. Que venham mais!
  12. Quero comentar aqui o vencedor de melhor curta metragem – documentário, “Period. End of Sentence”. Não pude deixar de notar um progresso neste Oscar por premiar esse tipo de filme. Foi especial o discurso das vencedoras, algo inédito. Também vou assistir a este e aos demais vencedores de melhor curta animação e também documentário. Quase nunca dou prioridade a estas categorias e vou mudar isso…
  13. Não assisti ao filme “Pantera Negra”, mas fiquei feliz pelos prêmios que ganhou (design de produção, figurino e trilha sonora). Agora, resolvi que vou assistir. Sou dessas… Depois, comento com vocês!

Por fim, ver que mais mulheres ganharam prêmios, foi particularmente importante! Espero que se torne uma constante e que possamos ver mais cerimônias assim, com a diversidade em destaque, como deve ser!

Em Chamas

Fogo jovem, imaturo
Queima nas ruas e encanta
Incontrolável, ataca inocentes
Imprevisível, varre os olhos.
 
Água velha, consciente
Jorra de fontes nas praças, enfeita
Incoerente, molha sem molhar
Mata a sede dos pássaros
Insípida, inodora, incolor.
 
Água que banha o fogo
O novo e o antigo em conjunção
 
Impossível
 
Água, mesmo rala,
Extingue o fogo...
 
Fogueira no coração
Água na alma
Confusão no verbo
 
Inconclusivo...
 
O beijo, caloroso
A realidade, fria
Momento ímpar, paralisa
Não se repetirá
Ficará na foto
 
Irretratável
 
De que forma o fogo pode superar
A água, implacável?
Somente pelo excesso
Sobre a escassez?
 
Injusto...
 
Palavras, fogosas
Relações aguadas
Sentimentos em cinzas
Uma brasa escapou naquela noite.
 
Inconsciente...
 
Temo o fogo, mas o amo
Recebo a água e dela necessito
Sol, lua, mar, areia quente
Fumaça
 
Incêndio...
 
Labaredas belas fogem para o céu
Livres ao ar
Lambem as estrelas
Tentam o oceano
E nele morrem
 
Incandescente...
 
Estalo de madeira queimando
Extintor
Bombeiro
Socorro
 
Insuficiente...
 
Que se ilumine a caverna escura
Que se encha o cantil
Que se conjuguem os opostos
Que um penetre no outro
 
Invisível..
 
Tempestade
Granizo
Chuva
Garoa
 
Inesperado...
 
Escorre o líquido por entre os dedos
Arde o fogaréu das ideias
 
Intangíveis...
 
Eliana Leite
(28/08/2005)

Jerry Maguire – melhor reprise

Em 1996 eu tinha exatos 20 anos… Foi quando assisti a Jerry Maguire pela primeira vez… 23 anos depois, estou aqui falando sobre ele…

É um filme simplesmente sensacional! Sou fã do Tom Cruise (independentemente do quão louco ele possa parecer na vida real) e todo o elenco está muito conectado nesse filme. Além disso, temos Bruce Springsteen com “Secret Garden”, que é uma de minhas musicas preferidas.

“You had me at hello”…

Um filme perfeito…

⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️