Filme – “Coringa”

Nota: Excelente

Assisti ao filme no cinema no dia 10/10/2019. O filme foi lançado em 03/10/2019.

Você já assistiu a um filme que queria muito e, quando chegou a hora, foi além de todas as suas expectativas? Isso tem sido raro ultimamente. O Coringa é excepcional. Diretor e ator se entendem e entregam uma obra prima. Sempre admirei o trabalho de Joaquin Phoenix e ele conseguiu fazer o seu Joker, único, incomparável, genial.

Ao lado de Heath Ledger, uma atuação magnífica. Não espere um filme leve, muito menos de super herói.

É louco, é violento, é pura entrega.

Filme: “Toy Story 4”

Nota: Muito bom

Assisti no ITunes no dia 19/10/2019. O filme foi lançado em 20/06/2019.

O maior desafio da franquia “Toy Story” é conseguir contar mais uma história com Woody e Buzz sem cair na mesmice ou repetir fórmulas. Já foram abordados temas, como: a criança ter novos brinquedos, criarem novas aventuras com os brinquedos, a criança crescer e ter que doar os brinquedos… O que mais poderia ser inventado?

Foi então que pensaram em focar nos sentimentos de Woody como um “brinquedo velho”. Woody sempre foi o brinquedo favorito de Andy e assim reinou por muitos anos. De repente, ele se vê como um brinquedo “qualquer” e se sente inútil. Pensa que sua nova criança, Bonnie, ainda precisa dele e resolve ajudá-la em seu desafio de ir para a escola. É então que nos deparamos com Woody e sua obsessão em fazer as coisas acontecerem, resolver, mesmo que ninguém tenha dito que ele precisava ter feito tudo aquilo. Isso é bastante visível em sua relação com o novo brinquedo “Forky.”

O que é interessante nessa quarta sequência é a insinuação permanente de que Woody ficou “velho”, mas não admite. Até que a aventura se desenrola e ele se depara com várias situações que mostram que é preciso tomar uma decisão sobre seu caminho. Quantas vezes na vida não nos vemos diante deste tipo de situação? Quando não pertencemos mais àquele lugar e precisamos decidir o que fazer dali para frente? Esses dilemas doem e com Woody não é diferente.

As cenas com os brinquedos antigos são impagáveis e dão a esta sequência um charme ainda maior, mesmo que no segundo filme já tenham abordado a questão de brinquedos de coleção. Aqui, a ótica não é tanto para brinquedos que são colecionáveis, mas sim brinquedos que “pegam poeira”.

Gostei muito e, claro, me emocionei e chorei. Woody continuará sendo meu cowboy favorito por muitos anos.

Peça de teatro: “Alma Despejada”

Nota: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐

Assisti à peça no dia 24/10 no Teatro Porto Seguro.

Ir ao teatro, para mim, sempre é uma experiência incrível. Admito que vou muito menos do que gostaria. E aqui estou me referindo a peças “raiz”, não a grandes musicais ou espetáculos que se passam em teatros (que tem seu mérito, claro, mas não são o objeto desse post).

Irene Ravache reina nesse monólogo, que mistura comédia e drama, com uma leveza e sensibilidade deliciosas. Ri, me emocionei e saí do teatro com a sensação de que havia ficado mais rica, mais sábia. Uma das frases de que mais gostei foi “a amizade tem um pouco de maternidade”. Nunca tinha pensado nisso e faz tanto sentido!

Parabéns a esta grande atriz por nos proporcionar 80 minutos de pura arte.

Filme: “Summer of 84”

Assisti a este filme em 26/10/2019 na Netflix. O filme foi lançado em agosto de 2019.

O que chama a atenção neste filme é o clima de nostalgia dos anos 80. Um prato cheio para quem viveu essa época. A reconstituição foi bem executada e manteve aquele ar de despreocupação que existia à época, misturada a tabus e coisas não reveladas. As crianças ficavam na rua o dia todo, uma na casa da outra, e os pais nem se lembravam direito onde cada um estava. Inevitável remeter a “Stranger Things” ou mesmo “It”, no remake (fase 1).

Fora isso, a história até que é interessante e prende a atenção. Garante alguns sustos e se prende mais ao suspense do que ao horror até o ato final. Porém, é no fim que a coisa desanda. Poderia ter terminado de outra forma, menos apelativa. Penso que, de repente, os diretores adotaram uma linha que entenderam que seria um impacto final. Infelizmente, essa linha destoa do filme como um todo e o torna quase um filme B. Se essa era a intenção, deveriam ter deixado claro desde o início.

Vale pela atuação dos atores adolescentes, pelo clima de amizade entre eles e, como já disse, pela reconstituição. Um filme para assistir em uma tarde preguiçosa em um final de semana qualquer.

(Nota 6,5)